quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A RELATIVIZAÇÃO DA VERDADE

E aê, estamos aqui mais uma vez, para falarmos de algo bem sério...(sem muitas gracinhas hj :P) As tradições da Igreja, de forma geral (algo que todo BOM católico sabe) servem como um porto seguro para nos fincarmos durante as tempestades deste mundo relativista e, muitas vezes, imoral em que vivemos. Um mundo onde a verdade não mais existe e, assim sendo, tudo mais também se torna relativo, assunto esse tão debatido e condenado por Nosso querido Papa Emérito Bento XVI. Vejamos o que ele falou em discurso aos participantes na assembleia plenária da comissão teológica internacional em 2002:

"Quando se nega a todos a possibilidade de se referirem a uma verdade objectiva, o diálogo torna-se impossível e a violência, declarada ou escondida, torna-se a regra dos relacionamentos humanos. Sem a abertura ao transcendente, que permite encontrar respostas às interrogações sobre o sentido da vida e a maneira de viver de modo moral, sem esta abertura o homem torna-se incapaz de agir em conformidade com a justiça e de se comprometer em prol da paz."

*(para o texto completo click AQUI)



 relativismo é um perigo para a Igreja, pois coloca de lado aquilo que foi pregado por Cristo... pois, se a verdade é relativa,  como poderei defender aquele que disse ser o caminho,  A VERDADE e a vida?; (João 14:6) Ele não falou ser UMA VERDADE e sim A VERDADE, todas as verdades subsistem nEle. Como poderei defender que em questões de doutrina, fé e moral,“Roma Locuta est, Causa Finita Est”, pontos onde acreditamos ser a Igreja infalível; como defender essa Igreja que dizemos ser COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE  (1Tm 3,15) e Por que a Igreja seria infalível se até a verdade da qual a ela é coluna é relativa? Enfim, se acreditamos ser a verdade algo relativo, estamos praticamente (para não dizer totalmente) quebrando o catolicismo pela cabeça,  que a verdade é o próprio Cristo, e Ele mesmo é a cabeça da Igreja. (espero estar sendo claro kk) 

Sem mais delongas, a tradição pregada pela Igreja,  estando 
isenta de interpretações relativas é, sem sombra de duvidas, o caminho seguro pelo qual podemos caminhar sem medo de cair em armadilhas e falcatruas. 






( podemos caminhar tipo esse carinha aqui :D )









PARA (NÃO) CONCLUIR


Estamos entrando (a partir da quarta feira de cinzas) no período da quaresma, um tempo cheio de espiritualidade, e um chamado a penitência e conversão. Este post foi pensado a principio para falarmos disso, um tempo em que já é tradição o "não comer carne vermelha". Vale lembrar que esse costume remota a era medieval, onde a carne, pelo fato de estar presente nas mesas dos mais ricos ou em grandes banquetes e festas, era diretamente relacionada a gula, logo, ao pecado; Hoje a carne perdeu essa "característica pecaminosa". Porém, o costume que também é pedido da Igreja, continua. (vejamos) 



 (pena que esse pedido não ecoa mais tão forte no ouvido da cristandade). Esse foi o motivo de termos começado falando sobre a tradição. Não podemos deixar que esse tão belo costume se perca, alguém pode contestar: "não, mais é apenas um costume e se a carne já perdeu a conotação pecaminosa qual o sentido disso?" Sinto muito discordar, mas não é só mais um costume, é um costume cheio de significado, que nos ajuda a domar nossos instintos carnais, faz de nós donos de nossos corpos, que é templo do Espirito Santo, corpos que Deus nos deu. E sendo nosso, livre dos vícios, podemos entregá-los inteiramente livre ao seu verdadeiro dono, o Senhor.  "É DOMAR A CARNE PARA FORTALECER O ESPIRITO"  sejamos firmes meus irmãos, caminhando com a Igreja e seguindo seus ensinamentos chegaremos a Cristo, pois a Igreja enquanto verdade transcendente já está do seu lado,  como a noiva do cordeiro. 



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